Mr. Wasilewski. O polaco mais bonacheirão que conheci.

A primeira coisa que me pediu quando acompanhei a equipa de cirurgia ao seu leito na semana prévia à sua intervenção foi um conjunto de cinco folhas em branco e uma esferográfica (sim, especificamente uma esferográfica e não uma caneta, como frisou). E perante a presença de toda a equipa, em plena descrição pormenorizada do procedim ...

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Conheci-o de pacote da lâminas descartáveis, tubo de espuma de barbear e bacia de metal em riste. Em pleno corredor. Às oito da manhã.

Estava no início da minha segunda semana de estágio, salvo erro era terça-feira. Lembro-me de que entrei apressado e esbaforido pelo serviço para avaliar o estado de saúde de um doente, cuja evolução clínica não vinha sendo favorável, que estimava partic ...

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Sento-me num café de esquina, de frente para uma das principais artérias da metrópole. Fosse eu colosso, pudesse eu palpar avenidas com dedos de veludo e diria que o pulso neste ponto geográfico é particularmente evidente, umas vezes constante na ritmicidade e forte na intensidade, outras vezes rude, menos pleno nessa constância, concretizado no frémito causado quer pelo efeito da sinalização l ...

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traços idiossincráticos de um povo que percorrem, firme e vincadamente, ramos de árvores genealógicas, comprimentos de linhas cronológicas e espessuras de lombadas de compêndios de história.

É na fluidez destas linhas que se definem os contornos de uma caricatura viva, permanentemente pintada a símbolos identitários e culturais, animada por contexto ...

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