Miguel de Sousa Morais


IE Business School

"Life begins at the end of your comfort zone."
- Neal Donald Walsh

Quem nos (des)governa?

O PS, para a Troika, é como um filho, e como bom filho que é \\"à casa torna\\".

Desde dia 31 de Outubro de 2015 temos como XXI Governo Constitucional uns senhores que ainda não sabem muito bem como é que lá estão. Ou melhor, sabem. Através da promessa de mundos e fundos aos dois lados da barricada, através da demagogia e da venda desmedida do facilitismo.

Temos um Governo que perdeu, mas finge que ganhou. Também nós, os portugueses, perdemos mas andamos a ser iludidos de que temos muito a ganhar.

Temos um executivo Socialista, supostamente central e maioritário, mas que vive debaixo da decisão da Esquerda Populista, que está mais preocupada a desfazer-se das reformas do anterior executivo. Podem dar-se a este luxo. Têm a faca e o queijo na mão. Para esta parcela vivemos no país das Maravilhas. Vivem maravilhados do nada e do impossível.

Temos um Primeiro-Ministro que achou que Portugal era um jogo, e que se esqueceu das regras para conseguir ganhar. Talvez António Costa tenha visto demasiado House of Cards.

Temos o governo do \\\\"Porque não\\\\": Porque não reduzir as horas semanais da função pública para 35? Porque não descer o IVA da restauração para 13%? Porque não pagar só um 1/3 do devemos aos senhores do FMI? Adiar é com eles. Vamos a isso, depois logo se vê.

Esta coligação vive a achar que o anterior governo cortou onde cortou porque quis. Esquecem-se que seguiu as regras e não governou Portugal como uma birra de poder. Por muito irrevogáveis que algumas decisões não hajam sido.

Estes senhores que tanto gastam em maneiras à mesa (os tais 71 mil euros no tão necessário faqueiro), mas depois acreditam que há almoços grátis.

Este governo tem uma relação muito especial com a Troika, quase como se fosse um filho. Aliás , o PS para a Troika é como um filho, e como bom filho que é \\\\"a casa torna\\\\". Um filho mimado que não respeita as regras e que quer viver à custa de alguém.

Estas políticas demagogas que eram tão positivas não passam de uma ilusão. Ao receber uma herança tão promissora, conseguem cumprir promessas de uma vida cheia de nada. Não escrevi esta ultima frase de animo leve, sei que vai ser levada como uma declaração de guerra a alguma malta de esquerda. Vêm já munidos com o desemprego e com os emigrantes mas receber um Estado com 11% de défice e entregá-lo com quase 3%, para mim só mostra que não governaram a fazer campanha. De facto, a maior qualidade do PS é mesmo esta, iludir os portugueses para que pensem que têm uma mão “cheia”, de nada.

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2 comentários

  1. Apesar de concordar com o texto no geral, este governo não recebeu uma herança promissora, nem o governo passado governou com qualidade e à direita.

  2. Digno de um um jogador galáctico! Parabéns Sousa Martins

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