Este artigo resulta da colaboração entre José Pedro Valadas da Silva e Henrique Alpalhão.

1931: A.H. senta-se à escrivaninha. Acende um cigarro, ajusta o copo; prepara diante si tela digna de obra intemporal. Invoca o engenho - que indigno fim poderá dar à humanidade?

Entre longos tragos pinta um ignóbil enredo. Trágica, certamente, seria a entrega do no ...

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As prisões invisíveis, a par do sentimento de pena, são das coisas mais repugnantes que o ser humano tem para oferecer. Ainda me espanto que como, apesar de conseguir ser tão bom, o Homem consegue ter comportamentos tão desprezíveis. Pior que estar numa prisão invisível, muitas vezes criada por nós próprios para nós mesmos, é está-lo por injustiça. Magda era uma destas pessoas. Presa por umas g ...

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Algures numa das avenidas principais de Lisboa dorme um homem. Protegido por um simbólico S.Jorge, enquanto este, juntamente com a luz da rua, o ilumina. Estava frio, este senhor encontrava-se num saco cama e com uma manta por cima. Parecia-me só mais um senhor que vivia na rua. Apesar de serem todos diferentes, as suas histórias muitas vezes têm pontos muito comuns. Droga, álcool, doença menta ...

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Dei com ele sentado à porta na sua cadeira, estava com a postura característica de quem já muito viveu e muito já viu. Contemplava a paisagem de Vila de Rei com os seus olhos sábios, mas já gastos. Uma espécie de brilho que se vê nos olhos das pessoas mais velhas, como se cada fosse uma dádiva. Disse-lhe olá e ficámos assim. Cada um na sua. Não precisávamos de mais, as palavras ainda não tinham ...

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