Algures numa das avenidas principais de Lisboa dorme um homem. Protegido por um simbólico S.Jorge, enquanto este, juntamente com a luz da rua, o ilumina. Estava frio, este senhor encontrava-se num saco cama e com uma manta por cima. Parecia-me só mais um senhor que vivia na rua. Apesar de serem todos diferentes, as suas histórias muitas vezes têm pontos muito comuns. Droga, álcool, doença menta ...

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Dei com ele sentado à porta na sua cadeira, estava com a postura característica de quem já muito viveu e muito já viu. Contemplava a paisagem de Vila de Rei com os seus olhos sábios, mas já gastos. Uma espécie de brilho que se vê nos olhos das pessoas mais velhas, como se cada fosse uma dádiva. Disse-lhe olá e ficámos assim. Cada um na sua. Não precisávamos de mais, as palavras ainda não tinham ...

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Na política, como em tudo, tendemos a personificar as nossas alegrias e desagrados: é mais fácil, porque mais visível, associar ações e situações a caras conhecidas – nem que seja, como dizem, para que “a culpa não morra solteira”. Com isto, exageramos os elogios e excedemo-nos nos defeitos, esquecendo que, em boa medida, o destino da vida, quando mais da História, escapa ao controlo do Homem.< ...

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Não sei se é o meio certo para te dizer isto. Não sei sequer se terás interesse em lê-lo ou se é de bom tom dar-te conselhos. Mas tentar não custa. Mais ainda, a caneta convidou-me para dançarmos sobre o papel e a Vida empurrou-me para a secretária. Sou um fraco, nada nego a estas queridas amigas – a Caneta e a Vida.

A época em que vivemos não é melhor nem pior que as outras. Continuam ...

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